segunda-feira, 18 de maio de 2009

Reality Shows


Fui acusada de ser alienada por gostar de assistir aos Reality Shows. E dessa acusação eu me declaro culpada, e que atire o primeiro controle remoto da sua televisão quem não acompanha ou acompanhou pelo menos um desses programas na vida.

Afinal, quem foi que nunca teve uma quase incontinência urinária para saber se o pobre coitado iria ou não para a academia da Fama. Ou desejou ter uma visão de raio-X para saber o que estava acontecendo na cabana do Supla e da Bárbara Paz, na tal da Casa dos Artistas. E tem o famoso Big Brother Brasil, com o famoso Pedro Bial e suas famosas crônicas intermináveis, porque, vamos combinar, os textos podem ser legais, MASPELOAMORDEJESUSCRISTINHO me fala logo quem é o desgraçado que vai sair dessa casa.

Porém, são os Reality Shows gringos que me dão a culpa absoluta de estar totalmente integrada entre os seres de cabeças ocas que dão audiência para um espetáculo que aliena o mundo blábláblá... zzzzzzz. Começou? Quem saiu? O que eu perdi?

Os melhores são os americanos, que não tem noção do perigo e fazem tudo pela audiência. Tem como não assistir? Queres que eu te convença? Fácil. Começo então pelo Top Chef, programa de culinária que já na seleção dos concorrentes eles mostram ao que vieram e selecionam um latino desequilibrado, uma ex-modelo que fez um curso de culinária, e um metre (confesso não saber como se escreve) arrogante, e todo mundo com um kit completo de facas afiadas.

Também tem o American Inventor que junta um monte de gente brega com idéias bregas e que apostam tudo por uma coisa que juram ter inventado. Quem resiste às historias de um homem que vendeu até a aliança para poder investir num jogo onde se usa uma mesa, uma bola e os cotovelos para tentar fazer gols no adversário. Como era o jogo? Quem se importa. O cara vendeu a aliança!

E é claro o Amrecim Idol onde os participantes são ofuscados pelo gosto estilístico de Paula Abdul e pelo penteado de Simon, um inglês criticando a America. E o American’s Next Top Model onde une em uma casa um bando de magricelas famintas e mal-humoradas que juram amar a Tara Banks mais do que suas próprias mães.
Também há o Simple Life com o estereótipo de loira ambulante, denominada Paris Hilton e o Jewelery Family com o egocêntrico mor Gene Simons, vocalista veterano do Kiss. São tantos, e todos tão bons que poderia continuar minha lista pelo resto da vida. Mas, me diga você, qual seu reality show favorito? E nem venha me dizer que não assiste, porque eu sei a verdade.

O cara vendeu a ALIANÇA!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Coragem

Eu não sou a pessoa mais corajosa que conheço, na verdade, nem corajosa eu sou. Eu enfrento algumas coisas, não tenho medo das pessoas, de baratas, de me atrasar ou de morrer de cancêr por roer unhas, segundo a minha mãe pessoas morrem de cancêr por roer as unhas TODOS OS DIAS, será que é verdade? Se for, talvez eu fique com medo disso também.

Mas eu não vim falar de medo, eu vim falar de coragem. A tal da coragem que tanto me falta nas horas em que mais preciso dela. Na maioria das vezes não há motivo pra tanta aflição e eu acabo perdendo a oportunidade só por causa dessa falta de coragem.

Eu já reclamei, pensei positivo e tentei mudar, mas nada disso funciona no momento em que:

- A minha dentista avisa que infelizmente ela vai ter que me dar anestesia. Resultado: Eu invento um compromisso e marco outra hora.

- A minha dentista avisa que infelizmente a primeira anestesia não pegou e eu vou ter que levar outra por cima. Resultado: Com a boca meio anestesiada eu tento inventar um compromisso e marcar outra hora, mas ninguém entende o que eu quero falar e quando dou por mim a tal da doutora já está perfurando o meu queixo com aquela agulha de UM METRO.

- Tenho que ir ao salão tirar as sobrancelhas. Resultado: Sobrancelhas tortas tiradas aos berros por mim e minha pinça assassina, e é claro, vários beliscões aparentes do meu supercílio.

- O despertador toca me avisando que eu sou uma infeliz miserável que tem que acordar cedo para bater o cartão no trabalho. Resultado: Bato o cartão meia hora mais tarde.

- Para ir à minha sala eu preciso passar em frente a sala do chefe e mostrar que eu estou atrasada. Resultado: Sento na copa e espero ouvir o barulho da porta do banheiro para ir até a minha mesa. A porta do banheiro se abre e eu vou disparada até a minha sala, mas no caminho tropeço no meu chefe que estava saindo do banheiro.

Mas agora é a hora da coragem, de enfrentar e concluir as coisas. Por isso estou aqui, enfrentando o meu medo da exposição e escrevendo novamente nesse blog que um dia já foi atualizado diariamente.






sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O Estranho

Falta uma hora pra liberdade, e ele ainda não parou de falar. Por quê ele ainda não parou de falar? Já faz meia hora que eu não estou prestando atenção no que ele está dizendo, até porque eu nem entendo nada do que ele fala. Por quê ele ainda não parou de falar? Eu já fiz um esforço tão grande em busca da compreensão que minha cabeça doeu. Acho que ele está contando alguma história sobre o emprego novo, ou sobre o emprego velho, sei lá. Mas por quê ele ainda não parou de falar?

Chegou aqui com o cabelo cheio de gel, estilo Elvis Presley, uma camisa colorida daquelas que só é moda lá no Hawai e uma calça indecente de tão apertada. Chegou falando coisas sem sentindo e até agora não parou. Já levantei três vezes a minha mão tentando forçar uma pausa, mas vocês pensam que ele deu alguma atenção pro meu braço estendido? Nenhuma!

Eu não faço idéia de quem é esse ser humano, sobre o que ele está falando e qual a finalidade de tanto blábláblá. Parece inacreditável, mas ele está aqui, bem na minha frente. E até agora eu não o mandei embora por solidariedade, afinal, eu sei como é sofrer com a Diarréia Verbal. Será que um dia ele vai parar pra respirar, tomar uma água e ir resolver a vida dele? Nada a ver essa situação. Já virei motivo de piada, dá pra ver na cara dos meus companheiros de trabalho. Vai ver isso aqui é uma pegadinha.

Ele levantou! Será que ele vai atentar contra a minha vida? Ai ai ai! O que ele tá fazendo? Por que ele pegou a minha caneta favorita? Faz ele devolver a minha caneta favorita! Eu quero a minha caneta favorita de volta no meu potinho, por favor! Será que eu devo resgatar a minha caneta favorita? Não custa tentar!

Acho que ele ficou ofendido por eu ter tirado a caneta da mão dele. Simplesmente resmungou e foi embora. Aparentemente ninguém aqui conhece a criatura ou sabe o que ele veio fazer na minha sala, coitado, se estava esperando receber por algum trabalho foi embora de mãos vazias. Mas eu não tenho culpa, da próxima vez ele que traga um tradutor!