quarta-feira, 11 de maio de 2011

Há dois anos...


Oi pessoal!

Faz tempo que não apareço por aqui, né? A última vez que atualizei esse blog tinha 21 anos, estava começando a fazer o meu trabalho de conclusão de curso para conseguir o tão esperado diploma de bacharel em comunicação social – jornalismo. E eu consegui! Vocês acreditam? Nem eu. Depois de terminar a faculdade eu comecei uma especialização em comunicação empresarial na PUCPR, o que me fez enfrentar três horas de estrada durante um ano até Curitiba. Agora já estou fazendo o meu segundo trabalho de conclusão de curso e não preciso viajar tantas vezes. E vocês, o que fizeram nesses dois anos?

É engraçado ver que tanta coisa mudou, certo? Como o fato de eu não roer mais as minhas unhas (faz duas semanas), ganhar o título de responsável pelo marketing da mesma empresa que eu trabalhava há dois anos. Meu cabelo cacheado está dois dedos mais compridos e precisando de um corte com urgência, tem finas linhas de expressão (rugas) contornando meus olhos, o Obama matou o Osama e o Brasil tem uma mulher na chefia. Não, eu não, a Dilma.

Mas tem certas coisas que nem o tempo transforma. O barbudinho da oficina ainda me sabota e eu continuo indo para a terapia fazer análise toda a semana. Ainda tenho o dom para encontrar psicopatas em todos os lugares, adoro uma fofoca e continuo amando bolo de fubá. O Brasil continua nas mãos do PT e ainda passa A Grande Família, graças a Deus.

Então, já que fizemos o balanço do hiato deste blog, vamos recuperar o tempo perdido e simbora transformar o futuro. Plagiando o Cazuza na cara dura... Vem comigo, que vai ser divertido!

Beijos e queijos.


Precisa dizer mais alguma coisa?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Eu, ansiosa?

“Lilian, você tem uma tendência a ansiedade” E nessa hora o relógio anunciou o horário. “Nos vemos na próxima semana?” E foi assim que terminou a minha sessão de terapia hoje, sem tempo pra eu perguntar... Como assim? Ansiedade do quê? O que você queria dizer com isso? Por que você acha que eu sou ansiosa? Ansiosa como? E agora, o que vai me acontecer?

Sabe aquela coisa que todo mundo sabe sobre você, mas você é único que não se dá conta disso? Sabe? Agora eu também sei, e só tenho uma pergunta sobre isso... Posso saber por que motivo ninguém nunca me disse isso antes? Assim, desse jeito tão específico. Ansiedade. Como alguém termina uma terapia me revelando uma coisa assim e não me diz o que fazer? Já que foi tão esclarecedor o diagnóstico, bem que poderia me remediar de uma vez dizendo o que eu devo fazer, em vez de me deixar aqui sozinha tendo que tomar decisões tão difíceis. Ai que ansiedade!

Tendência a ansiedade, seria isso um diagnóstico? Eu poderia ter tendência a diabetes e viver muito bem, aliás, eu tenho tendência a diabetes e vivo muito bem, obrigada! Poderia ter tendência a obesidade, calvície, gagueira e daltonismo se eu fosse homem, é claro. Mas o meu problema, ou melhor, a minha tendência é a ansiedade. Poderia ser isso um problema genético?

Pensando bem, poderia mesmo ser um problema genético, analisando a minha ansiosa família eu teria grandes chances de possuir o tal mal. Imaginem vocês que o meu avô, o pai da minha mãe, era tão ansioso que comia os cigarros ao invés de fumá-los, batia na porta do banheiro quando minha avó demorava lá dentro, para ver se ela ainda estava lá, e quase morria quando sumia o vascaíno de borracha de cima de sua televisão, o vô João era tão ansioso que atropelava as palavras pra dizer o que queria. Mais difícil era ele conseguir o que queria falando rápido daquele jeito.

E a avó do meu pai, que era tão ansiosa que não colocava muita comida pra cozinhar porque não tinha paciência pra esperar ela ficar pronta. Se alguém dizia para ela que a casa estava limpa, fazia questão de que continuasse assim e supervisionava tudo e todos. Se algo estava fora do lugar era motivo pra acusar cada ser vivo ao seu redor de ter bagunçado a casa inteira, e todos sabiam que bagunçar a casa inteira significava um quadro torto na parede, ou um cinzeiro velho fora do lugar. Reclamava sempre que alguém cogitava a idéia de convidar alguém para visitá-la, imagina organizar tudo e ficar esperando a tal visitava chegar, era muita ansiedade para uma senhora só, pelo menos para a minha bisavó.

Mas não pensem que o histórico familiar de ansiedade para por aí, o meu pai é tão ansioso que ao me chamar ele fica gritando o meu nome repetidas vezes até que eu apareça na sua frente, e não adianta gritar de volta “já vou!” o ansioso não para nunca. E a minha mãe não fica pra trás, catequista, carola fervorosa, vive perdendo as coisas, mas a ansiosa de Deus, além de brigar com todo mundo como a bisa, ela também apela pros céus e exige de São Longuinho o objeto perdido em troca de pulinhos. Como assim? O que ele ganha com os pulinhos? Quem disse que ele queria pulinhos? Alguém sabe? E também tem a minha irmã que buzina até pro sinal vermelho no semáforo demorado.

Mas parece que ansiedade não é genética, ela passa por contato muito próximo com os ansiosos, imaginem vocês que meu namorado depois que passou a freqüentar a minha casa começou a ficar irritado quando eu demoro no banho, chego atrasada no lugar combinado... que ansioso, né?

Pois bem, pra resolver todas essas questões não têm outro jeito a não ser comparecer na semana que vem no mesmo horário, no mesmo local e no mesmo divã.





segunda-feira, 18 de maio de 2009

Reality Shows


Fui acusada de ser alienada por gostar de assistir aos Reality Shows. E dessa acusação eu me declaro culpada, e que atire o primeiro controle remoto da sua televisão quem não acompanha ou acompanhou pelo menos um desses programas na vida.

Afinal, quem foi que nunca teve uma quase incontinência urinária para saber se o pobre coitado iria ou não para a academia da Fama. Ou desejou ter uma visão de raio-X para saber o que estava acontecendo na cabana do Supla e da Bárbara Paz, na tal da Casa dos Artistas. E tem o famoso Big Brother Brasil, com o famoso Pedro Bial e suas famosas crônicas intermináveis, porque, vamos combinar, os textos podem ser legais, MASPELOAMORDEJESUSCRISTINHO me fala logo quem é o desgraçado que vai sair dessa casa.

Porém, são os Reality Shows gringos que me dão a culpa absoluta de estar totalmente integrada entre os seres de cabeças ocas que dão audiência para um espetáculo que aliena o mundo blábláblá... zzzzzzz. Começou? Quem saiu? O que eu perdi?

Os melhores são os americanos, que não tem noção do perigo e fazem tudo pela audiência. Tem como não assistir? Queres que eu te convença? Fácil. Começo então pelo Top Chef, programa de culinária que já na seleção dos concorrentes eles mostram ao que vieram e selecionam um latino desequilibrado, uma ex-modelo que fez um curso de culinária, e um metre (confesso não saber como se escreve) arrogante, e todo mundo com um kit completo de facas afiadas.

Também tem o American Inventor que junta um monte de gente brega com idéias bregas e que apostam tudo por uma coisa que juram ter inventado. Quem resiste às historias de um homem que vendeu até a aliança para poder investir num jogo onde se usa uma mesa, uma bola e os cotovelos para tentar fazer gols no adversário. Como era o jogo? Quem se importa. O cara vendeu a aliança!

E é claro o Amrecim Idol onde os participantes são ofuscados pelo gosto estilístico de Paula Abdul e pelo penteado de Simon, um inglês criticando a America. E o American’s Next Top Model onde une em uma casa um bando de magricelas famintas e mal-humoradas que juram amar a Tara Banks mais do que suas próprias mães.
Também há o Simple Life com o estereótipo de loira ambulante, denominada Paris Hilton e o Jewelery Family com o egocêntrico mor Gene Simons, vocalista veterano do Kiss. São tantos, e todos tão bons que poderia continuar minha lista pelo resto da vida. Mas, me diga você, qual seu reality show favorito? E nem venha me dizer que não assiste, porque eu sei a verdade.

O cara vendeu a ALIANÇA!